HISTÓRIA


A propriedade onde hoje funciona o Floresta Park é repleta de belas histórias.

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HISTORIA DO CASARÃO

Sergio Pissolato (in memóriam) e sua esposa Amélia Pissolato, eram donos do antigo Hotel Floresta da rua 13 de maio ainda existente na cidade de Sousas.

Naquela época o hotel não comportava tantos hóspedes, tendo então que se tomar alguma providência, Sergio Pissolato passou a alugar as casas ao redor do hotel para hospedar os clientes, o hotel estava sempre muito cheio, pois era o único da cidade e muito conhecido pela região e visitantes. Com essa situação de não conseguir hospedar a todos, Sergio e sua esposa alugaram o casarão de Antônio Carlos Couto de Barros, onde passou a ser o Hotel Floresta na rua: Lacerda, dentro da fazenda São João no Bairro dos Lima, isso por volta de 1830, mais tarde resolveram comprá-lo e como pagamento entregaram a casa e mais 50,00 mil réis, equivalente a 50,00 reais.

O hotel era e veraneio, só funcionava nas férias, composto por nove quartos.

Amélia Pissolato, cuidava de todos os departamentos do hotel, ela possuía sete empregadas, dois cozinheiros, cuidava de toda a comida, ou seja ela utilizava charretes para fazer compras no armazém, comprava ovos, arroz, etc; tudo para uso do hotel.

Seus hospedes eram de classe média alta, do Rio de Janeiro, Atibaia, São Paulo, entre eles advogados., médicos, barões, eram pessoas de confiança, sempre famílias, pois antes das férias eles já ligavam reservando o seu lugarzinho predileto no hotel.

Amélia ficava muito satisfeita e tentava agradá-los da melhor maneira possível e sempre sozinha, “Sergio Pissolato não gostava de trabalhar”, diz Amélia recordando.

Amélia estava sempre querendo agradar, pois também não se tinha nada para fazer no meio daquela fazenda à noite, então ela pegava um lençol da cama, colocava na parede da sala de jantar e fazia cineminha para os hospedes, figueira, acompanhada de chás, pois era muito frio e naquela época apenas lampiões.

Ela comprou um barco pequeno em Piracicaba e colocava para os hospedes alugarem por hora para um passeio no pequeno laguinho dentro da própria fazenda.

No café da manha ela servia o leite tirado das próprias vacas que havia no pasto, junto a um pão com manteiga somente, no almoço ela servia arroz, feijão, bife, salada, sobremesa que eram doces caseiros, e frutas, a comida era feita no fogão a lenha e o jantar era a mesma refeição do almoço ou sopas, a tarde ela servia um chá com bolachas. Pissolato cobrava 12 mil reis a diária, incluindo as três refeições.

Sergio Pissolato tocava clarinete para os hóspedes, eles formavam uma família, pois o hotel sempre ficava cheio de amigos.

Sergio e Amélia fizeram a festa de casamento de sua filha na fazenda à frente do casarão, mataram dois bois e assaram nos espetos, para todos se servirem, muita bebida à vontade, durou até três horas da madrugada.

Eles faziam toda época de julho a festa junina, com fogueira, barraquinhas vendendo doces como, batata doce e sempre faziam orações.

O tempo foi passando e eles decidiram ir embora do casarão, onde alugaram por 250 mil réis para Bassir, mais como era muito pouco e não estava tendo como se sustentar, eles decidiram vender por 18.000 mil réis.

Amélia, aos seus 86 anos, relatou tudo com muita lembrança e emoção, pois ela diz que naquela época era muito bom de se viver, tinha muita segurança e podíamos dormir tranqüilos.

Carlos Biguete morou no casarão, bem depois de ter sido o hotel Floresta, ele possuía o armazém que se encontra na frente do casarão, era conhecido como armazém da família Biguete.

Mais tarde Marcos Feratelis comprou o casarão onde pouco ficou e alugou para um padre, após a sua saída, acabou se tornando um hotel, ou sejam uma pensão para pessoas doentes, que se hospedavam para fazer tratamento, como em uma clinica, pessoas alcoólatras, viciados.

Depois de um tempo todo foi acabando e algumas famílias sem terra dormiam dentro do casarão.

Segundo Luiz Marostica. Naquele tempo, Sousas e região permaneciam com vinte e cinco mil habitantes, a maioria descendente de italianos, um povo bem bonito, o hotel Floresta na rua 13 de maio estava sempre muito cheio, as pessoas gostavm de se hospedar nesse hotel.

Sousas sempre foi muito agradável, havia os bailes na região das fazendas, eles iam a pé até os bailes e ficavam até cinco da madrugada se divertindo, pois naquela época não havia violência, brigas, drogas, nada, eles saiam de casa e sabiam que iriam voltar com segurança. “Nos dias de hoje já não é mais assim”, diz ele emocionado.

Depois de muita historia, agora nos dias de hoje o casarão abriga um restaurante chamado Casa da Fazenda, com o responsável William Graça, que mantém o mesmo acolhimento e o preparo da comida caseira, típica de fazenda, oferecidos pelos fundadores do Hotel Floresta aos seus visitantes.

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Quem administra o restaurante e todo o complexo da fazenda é o sr. William, natural de Campo Grande/ MS, nascido em 6 de maio de 1964, casado e pai de dois filhos. De família de origem portuguesa, sempre se interessou pelo comércio, em especial no ramo gastronômico, e já teve diversos estabelecimentos, entre eles, restaurante, pizzaria, bar e casa de suco.

Identificação. Convivência com os avós maternos e uma família numerosa. Mudança para Campinas, em decorrência do trabalho do pai, representante autônomo. Infância no bairro do Cambuí. Formação escolar e gosto pelo canto. Temporada no Estados Unidos. Início no comércio, com a abertura de uma casa de sucos em Campinas. Decisão de abrir um restaurante, com os irmãos e um amigo. Descrição dos estabelecimentos que abriu e passou para a frente. Projeto do Floresta Park e abertura do Restaurante Casa da Fazenda. Atividades oferecidas, envolvendo ecoturismo e gastronomia. Roteiros de turismo na região.

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